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Angoche

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ANGOCHE – ANTONIO ENES

Ilha no concelho de Antonio Enes, Nampula. Ponta e porto no mesmo concelho.

Foi sede de um sultano de importância e que remonta ao século XV. Xosa foi o primeiro sultão quando vasco da Gama cruzou aqueles mares em demanda da India. Toda a região de Angoche deve o nome a esta ilha, ainda o mais importante centro de islamismo da região. Os habitantes deram a ilha o nome de Coti e a si próprios de Akoti. As gentes macuas modificaram Coti em A- nkotchi ou A-ngotji, donde resultou o aportuguesamento Angoche. Cronistas antigos ecreveram Angoxe, Angocha e Angoya. Akote era um sheik dos Emozaidas, de origem abexim.

A mudança do nome de Angoche para concelho de Antonio Enes nao foi muito feliz, tanto que a população  ainda insiste em dizer Angoche.

A cidade de Antonio Enes e a sede do concelho do mesmo nome, no distrito de Nampula. Foi conhecida sempre por Angoche e os seus habitantes por parapatenses. A povoação foi criada pelo decreto de 5 de Julho de 1685 e o Foral aprovado pela portaria n* 11 585 de  4 de Agosto de 1956. Em 1891 já era designada por vila Antonio Enes, embora só tenha sido elevada a Vila em 19 de Dezembro de 1934. Foi sede da circunscrição em 30/07/1921 e de concelho em 31/10/1934. Elevada a categoria de cidade em 26 de Setembro de 1970, por portaria assinada pelo governador geral Arantes e Oliveira.

A região esta muito ligada a luta contra os escravagistas.

A figura de Antonio Enes, bem conhecida de todos, não precisa de ser aqui apreciada, mas lembremos o que bem disse no seu celebre relatório: “Para governar a África oriental Portuguesa, como ela deve ser governada, e preciso ter aptidões e zelo de administrador, saber de financeiro e economista, muitas vezes habilidade de diplomata, sempre de actividade incansável, probidade inconcussa, muito tacto, muita prudência associada a energia, e ate um temperamento refratário as paixões do clima, aos vícios do meio social e aos estonteamentos do poder”. “E preciso em suma, ser um homem superior, e a superioridade não se cose a farda com galoes”.

“Todas estas prendas são necessárias, porque em Moçambique e que se há de governar Moçambique”.

Palavras sensatas e que nem sempre foram seguidas.

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Publicado por em 14 de Maio de 2011 in Província de Nampula

 

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